Um outro olhar sobre o mundo

Um outro olhar sobre o mundo

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nobel literatura 2011


Tomas Transtromer (Foto: AP)

O sueco  Tomas Tranströmer, 80 anos, autor de "Den stora gatan" (O Grande Enigma, 2004) foi distinguido hoje com o prémio Nobel da Literatura. O galardão foi anunciado hoje em Estocolmo às 12h (horário de Lisboa). O prémio tem o valor monetário de dez milhões de coroas suecas, cerca de 1,1 milhões de euros.
O prémio Nobel da Literatura 2011 é representante da poesia lírica, que não era premiada pela academia sueca desde 1996, ano em que foi eleita a poetisa polaca Wislawa Szymborska. A Academia sueca anunciou que Tranströmer merceu o galardão "porque, através das suas imagens condensadas e translúcidas, dá-nos um acesso fresco à realidade". Além da sua obra poética, tem-se destacado como tradutor.
A cerimónia de entrega dos Prémios Nobel 2011 realiza-se no próximo dia 10 de dezembro, na capital sueca. Tomas Tranströmer, no entanto, não vai poder falar para agradecer. O poeta sofreu em 1990 um acidente vascular cerebral que o deixou em parte afásico e hemiplégico. Apesar disso, continuou a escrever. Desde então, publicou mais três obras, entre as quais "O Grande Enigma: 45 Haikus".

Poeta sueco mais traduzido no mundo


Nascido em Estocolmo a 15 de abril de 1931, foi psicólogo de profissão até 1990. Autor de cerca de 20 livros, lançou recentemente uma nova antologia. Em 1988, foi distinguido com o prémio Pilot , destinado a escritores "com obra literária notável na lingua sueca".
O poeta sueco mais traduzido em todo o mundo (em 30 línguas), Tranströmer começou a publicar poesia aos 23 anos e o seu primeiro livro intitulava-se "17 dikter" ("17 Poemas"). Em Portugal, Tomas Tranströmer está representado na coletânea "21 poetas suecos", editada pela Vega, em 1981.
Publicou cerca de 15 obras numa longa carreira dedicada à escrita e venceu numerosos prémios literários, como o Prémio Literário do Conselho Nórdico, em 1990.A maior parte da sua obra está escrita em verso livre, apesar de ter feito também experiências com linguagem métrica.
Tranströmer vive atualmente numa ilha, longe dos olhares do mundo.

Poeta cantou Lisboa


No livro "21 poetas suecos", publicado em 1981 pela editora Vega, uma obra organizada por Vasco Graça Moura e Ana Hatherly, surge o poema "Lisboa", onde o poeta sueco destaca elementos típicos das zonas históricas da capital portuguesa.
"No bairro de Alfama os elétricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes/Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões/Acenavam através das grades/Gritavam que lhes tirassem o retrato", escreveu Tomas Tranströmer.
"Mas aqui´, disse o condutor e riu à socapa como se cortado ao meio/´aqui estão políticos'. Vi a fachada, a fachada, a fachada e lá no cimo um homem à janela/tinha um óculo e olhava para o mar", relata o laureado com o Nobel da Literatura 2011.
"Roupa branca no azul. Os muros quentes/As moscas liam cartas microscópicas/Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa/´será verdade ou só um sonho meu?´", finaliza o poeta sobre a cidade junto ao Tejo.
Uma passagem pelo Funchal também inspirou Tomas Transtroemer, dedicando-lhe um verso onde destaca o mar, a receita atlântica do peixe com tomate e a "língua estranha".
Em 2010, a Academia sueca distinguiu o escritor de origem peruana Mário Vargas Llosa, autor de "Conversa n'A Catedral" e de "Guerra do Fim do Mundo". Os últimos galardoados, anteriores a Llosa, foram Herta Müller (2009), Jean-Marie Gustave Le Clézio (2008), Doris Lessing (2007), Orhan Pamuk (2006), Harold Pinter (2005), Elfriede Jelinek (2004) e John M. Coetze (2003).
O prémio Nobel da Literatura foi atribuído em 1998 a José Saramago.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Síntese de 50 autores influentes do séc. XX para nos armarmos em bons

Pedi emprestado à LER

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lógica para os antigos inquilinos

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mão Morta em Castelo Branco

Acham que já viram tudo em 27 anos de carreira dos Mão Morta?

Ano e meio após a edição de «Pesadelo em Peluche», período durante o qual os Mão Morta passaram pelo Coliseu dos Recreios e pelos principais festivais de Verão, o grupo de Adolfo Luxúria Canibal, Miguel Pedro, António Rafael, Sapo, Vasco Vaz e Joana Longobardi volta a ser notícia com a tour «Pelux in Motion». De 1 de Outubro a 4 de Novembro, os Mão Morta vão percorrer o país com um espectáculo novo e cru, desprovido de efeitos, e com um alinhamento que vai recuperar temas já guardados para os cruzar com outros mais recentes.
Com a sugestiva designação de «Pelux in Motion», esta digressão de oito datas tem como objectivo colocar os peluches fofinhos e sedentos de acção redentora em movimento num cenário de horror.
Lisboa, Coimbra, Castelo Branco, Faro, Portalegre, Famalicão, Viana do Castelo e Ílhavo foram as cidades escolhidas para receber esta encenação dos improváveis pesadelos protagonizados pelos melhores amigos das crianças. Em alguns casos é o regresso do grupo àqueles palcos, mas em outros, como Castelo Branco, Famalicão e Ílhavo trata-se apenas da segunda vez que, em 27 anos de carreira, os Mão Morta lá vão tocar.
O tema «Teoria da Conspiração», do último «Pesadelo em Peluche», serve de banda sonora a esta digressão que, findas as datas, não passará de uma boa recordação para todos os que, em palco ou na plateia, a presenciaram. Não restará nada para contar como foi...
Os bilhetes para os concertos serão vendidos nas bilheteiras das próprias salas, com excepção da data de Lisboa, a 1 de Outubro, cujos ingressos já estão à venda na Ticketline (www.ticketline.pt) por 15€ (venda antecipada) e 17€ (no próprio dia). Os preços das restantes salas variam entre os 10€ e os 12€. (daqui)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

20 anos de Nirvana

Sim, eu sei, todos conhecem Nirvana, mas quantos, pelo menos das gerações mais novas, OUVIRAM realmente Nirvana? Faz 20 anos que saiu para a rua um álbum que marcou a música e a vida de muito boa gente. Aqui fica... Todo.

domingo, 25 de setembro de 2011

Rádio - ESFHP



Está de volta a rádio da Escola Secundária Frei Heitor Pinto. Se estás interessado e tens propostas, está atento.

sábado, 24 de setembro de 2011

Filogénese - Ontogénese - Inacabamento


Ontogénese e de filogénese.
Enquanto a filogénese se refere ao desenvolvimento da espécie como unidade básica, a ontogénese refere-se ao desenvolvimento individual do ser. A filogénese engloba todos os fenómenos de evolução dos seres vivos, caracterizando-se como o conjunto dos processos biológicos de transformação que explicam o aparecimento das espécies e a sua diferenciação. Relaciona-se com a história evolutiva de uma espécie. A ontogénese especifica o desenvolvimento do indivíduo desde que é formado o ovo até que se torna adulto. Alguns autores defendem que a ontogenia continua mesmo até à morte, englobando todos os processos de modificação ao longo da vida.
Etimologia:
Filogénese (do grego Phylo - raça, espécie - e genetikos -  génese, criação )
Ontogénese (do grego ontos – ser e , genetikos -  génese, criação) i

O papel da ontogénese no desenvolvimento.
         Uma vez que o indivíduo é resultado da interacção de factores biológicos e ambientais, a filogénese não pode determinar a ontogénese, mas antes o contrário. Assim, a ontogénese é a causa da filogénese porque são as tranformações ontogenéticas (do indivíduo) que ocorrem no processo evolutivo que permitem a adaptação ao meio ambiente. Para que uma espécie se consiga adaptar às variações do meio, é necessário que haja indivíduos que se modifiquem no sentido de acompanhar essas alterações. Assim, é preciso que haja ontogénese para que possa existir filogénese. Podemos afirmar que a filogénese resulta de várias ontogéneses por mutações e selecção natural.

Programas genéticos aberto e fechado.
Há um programa de desenvolvimento correspondente a cada espécie e, por conseguinte, a cada indivíduo. Em determinadas condições externas, sabemos que, 9 meses depois de uma mulher engravidar, nasce um bebé. No entanto, os seres vivos, melhor dizendo, as espécies, podem ter programas genéticos abertos ou fechados. Nos animais e nas plantas, o mais comum são os programas genéticos fechados: os seres atingem um estádio de desenvolvimento em que estagnam e não têm capacidade de se adaptarem ou modificarem o seu comportamento. Estão codificados para reagir de uma determinada forma a um determinado estímulo, a escolher um habitat específico, a terem aqueles rituais de acasalamento e assim sucessivamente. O programa genético é fixo e previsível.
Já um programa genético aberto implica apenas uma programação parcial, dando liberdade para o ser evoluir de forma distinta, ter comportamentos imprevisíveis e adaptar-se às alterações ambientais. O Homem tem um programa genético aberto. Por isso, não reage segundo um conjunto de instintos, não tem um comportamento e desenvolvimento pré determinados. A abertura do programa genético implica também uma menor especialização do ser.
 Prematuridade e neotenia
         O ser humano é um ser prematuro na medida em que, quando nasce, ainda não apresenta as suas capacidades bem desenvolvidas. Um bebé é um ser inacabado e, por isso, a infância humana é tão extensa. No entanto, é precisamente esta imaturidade ou prematuridade que vai permitir ao Homem adaptar-se ao meio, uma vez que ele se vai moldando ao longo da infância. Este inacabamento biológico tem o nome de neotenia. O atraso no desenvolvimento implica que o ser se desenvolva mais devagar, alargando a infância e a dependência dos progenitores. Os genes de desenvolvimento são os principais responsáveis pelo retardamento ontogenético, fazendo do homem um ser neoténico – com um prolongamento da morfologia juvenil até à idade adulta. Ao contrário da maioria das outras espécies, o ser humano nasce frágil, prematuro e sem preparação para enfrentar o meio. Esta desvantagem torna-se, porém, uma enorme vantagem no desenvolvimento humano porque é este inacabamento biológico que permite a adaptação ao meio, a aprendizagem contínua e a relação interpessoal. Um programa genético aberto faz do Homem um animal mais flexível. Em vez de ser uma espécie fechada, hiperespecializada e auto-suficiente, o Homem possui uma versatilidade e plasticidade biológica que lhe possibilita aprender e interagir. Mesmo na idade adulta, o Homem nunca ultrapassa o ser carácter neoténico, continuando inacabado, imperfeito, em constante aprendizagem. Temos uma variedade enorme de comportamentos complexos, maioritariamente imprevisíveis, porque dependem de um processo individual de adaptação ao meio.