Um outro olhar sobre o mundo

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Nagisa Ôshima (1932–2013)


O realizador japonês Nagisa Oshima morreu na passada terça-feira, um dos nomes-chave da “nova vaga” japonesa conhecida como nuberu bagu, iniciada em finais dos anos 1950.  Depois da sua estreia na longa-metragem em 1959 com Ai To Kibo No Machi, Oshima torna-se daí em diante num dos mais prolíferos cineastas de uma década fértil em convulsões na arte e na sociedade nipónica. Filmes como O Enforcamento, Noite e Nevoeiro no Japão ou Cerimónia Solene são ferozes investidas contra uma sociedade burguesa, armadas de sexo e política. Conhecido em Portugal principalmente pela polémica que suscitou a transmissão televisiva de O Império dos Sentidos (1976), no início da década de noventa, Oshima tem muitos outros motivos de interesse, como este Feliz Natal Mr. Lawrence (1983), com David Bowie e música de Ryûichi Sakamoto.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Para iniciar o tema "Argumentação e Retórica"

12 Angry Men (12 Homens em Fúria) de Sidney Lumet - EUA, 1957
Argumento: Reginald Rose
Intérpretes: Henry Fonda, Lee J. Cobb, E.G. Marshall, Jack Warden, Ed Begley, Jack Klugman


A Lição de 12 Homens em Fúria
por Ferreira Fernandes
O filme antigo 12 Homens em Fúria podia ter por título "Lá dentro Escaldava", por toda a acção se passar dentro de uma sala de jurados, mas seria errado. O autor quis dizer, mesmo, que aquilo era sobre 12 jurados, um a um, cada um com a sua consciência. Foi o primeiro filme de Sidney Lumet, é de 1957, e trago-o para aqui em agradecimento ao grande realizador moralista que morreu ontem. 12 Homens em Fúria deveria ser ensinado nas escolas como aula de moral. A história: um rapaz pobre é julgado pela morte do pai e o júri reúne-se para decidir a pena capital ou não. À primeira votação todos votam "culpado" com excepção do jurado n.º 8 (Henry Fonda). Este está convencido de uma coisa: tem dúvidas. E essas dúvidas, perante a enormidade que estava em jogo (a vida ou morte do rapaz), obrigam-no a ser tenaz. Ele pergunta, insiste, argumenta, até fazer com que os seus companheiros de decisão também sejam interpelados pela consciência. Todo o filme viver dentro de uma sala coloca o espectador perante si próprio - essa a genialidade artística de Lumet. Mas o filme vale sobretudo por nos ensinar o mundo, a olhá-lo e decidir. No fim, todos os jurados votam "inocente". E, não, não é um filme contra a pena de morte, é contra a imprudência (indecência, até) de não termos dúvidas. Esse o método que deve ser ensinado na escola. Porque depois, quando somos cronistas, bloguistas e comentadores televisivos, já é tarde.

2 em 1 - Colheita de Sangue + Vampiros (a propósito de Bram Stoker)


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Morreu Emmanuelle


Sylvia Kristel, a actriz holandesa que, aos 22 anos, se tornou um ícone da libertação sexual dos anos de 1970 com um clássico do cinema erótico, “Emmanuelle”, morreu nesta quinta-feira. Tinha 60 anos.


Desaparecida dos ecrãs, Sylvia Kristel é para sempre lembrada como Emmanuelle, protagonista do filme com o mesmo nome, sobre uma jovem decidida a desafiar os limites da sua sexualidade. Adaptado do romance homónimo de Marayat Bibidh Andriane, o filme, realizado pelo francês Just Jaeckin, chegou aos cinemas numa época em que a nudez era ainda censurada. 

O filme, que rompeu muitos tabus ligados ao sexo, é ainda hoje um dos grandes clássicos do cinema erótico, tendo arrecadado em todo o mundo mais de 100 milhões de dólares. 

(daqui)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

domingo, 3 de junho de 2012


Título original:
Die Welle / The Wave

Realização:Dennis Gansel
Intérpretes: Jürgen Vogel, Frederick Lau, Max Riemelt
Género: Drama

Sinopse:
Um professor do ensino secundário propõe aos seus alunos uma experiência que tem como objectivo perceberem como funciona um regime totalitário. Os alunos iniciam então o projecto que terá consequências trágicas. Ao fim de alguns dias, noções inicialmente inofensivas tornam-se um verdadeiro movimento: a Onda. E ao terceiro dia, os alunos começam a excluir e perseguir aqueles que não se unem à causa. Quando o conflito explode e a violência vem ao de cima, o professor resolve terminar o projecto. Mas é demasiado tarde, a Onda já é incontrolável. (Cinecartaz)





Crítica:

"Com tanta oferta cinematográfica de maior ou menor qualidade, existem sempre aqueles pequenos objectos de culto que fazem a diferença. "Die Welle" é desses objectos e se tivesse direito a uma maior projecção seria um daqueles filmes que faria concorrência a muitos blockbusters. O filme é baseado em factos reais, numa experiência chamada "The Third Wave" onde o professor Ron Jones questionou os seus alunos da génese de um movimento como o nazismo. No filme a discussão é a mesma sendo que a questão que se coloca : Será possível viver uma nova ditadura na Alemanha? Inserida num projecto de uma semana, o professor incute-lhes alguns princípios adoptados pelo regime como a importância de unicidade num grupo, a utilização de uniformes, uma postura correcta e ordenada. O certo é que os alunos começam a adoptar essa postura e começam a aceitar e interiorizar esses mesmos conceitos e como uma mancha o projecto começa a ganhar novos adeptos chegando a proporções que levam a um clímax dramático. Tecnicamente o filme não é nenhuma obra prima, as actuações do elenco jovem estão seguras e não desiludem. Podíamos estar perante um objecto menor do calibre de "Morangos com Açúcar" mas não é o caso, se bem que inevitavelmente existem alguns clichés próprios de este género de filmes (o caso mais recente Twilight), "A Onda" preocupa-se mais em transmitir a sua mensagem e fá-lo de forma natural sem nunca o tornar forçado.
A única crítica de maior que reitero é relativamente ao final. Sem querer dar qualquer tipo de "spoilers" e sem conhecer a veracidade dos factos é inegável que se obtém a resposta à questão principal do filme, porém a mensagem que esse final transmite pode levar a outras interpretações algo falaciosas e erráticas, isto porque a percepção com que se fica é que o filme atinge o seu clímax dramático final por força de argumento, sendo que a verdade ficcional impera sobre a realidade num opus de dramatismo e de tragédia algo exagerado, mas eficaz em termos de impacto em públicos mais susceptíveis. Numa sociedade cada vez mais ambivalente em termos de valores culturais, isentos de qualquer tipo de ordenação e cada vez mais descaracterizadas, basta uma pessoa com carisma suficiente a oferecer um sentido de ordem, unidade e identidade a um grupo, que facilmente moverá massas. Crítico sem nunca cair no burlesco " A Onda" é um pequeno grande filme a ser descoberto antes que se desvaneça no oceano de oferta cinematográfica que aí vem!" (Portal Cinema)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Persépolis (2007) de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi

(adaptação da BD homónima de Marjane Satrapi)
Intérpretes: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Danielle Darrieux
País: França, EUA
Género: Animação, Drama
Duração: 95 min.
Classificação: M/12
Sinopse:
O filme conta a história de uma menina que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica. É através dos olhos da precoce e extrovertida Marjane, de 9 anos, que vemos a esperança de um povo ser destruída quando os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a usar o véu e mandando para a prisão milhares de pessoas. Inteligente e destemida, Marjane consegue fintar os "guardas sociais" e descobre o punk, os Abba e os Iron Maiden. Mas, quando o seu tio é cruelmente executado e as bombas começam a cair sobre Teerão durante a guerra Irão/ Iraque, o medo diário que invade o quotidiano do Irão torna-se palpável. À medida que vai crescendo, a ousadia de Marjane torna-se uma constante fonte de preocupação para os seus pais que temem pela sua segurança. Assim, aos 14 anos, tomam a difícil decisão de a enviar para uma escola na Áustria. Vulnerável e sozinha numa terra estranha, tem que enfrentar as típicas contrariedades dos adolescentes. Além do mais, Marjane é confundida com o fundamentalismo religioso e o extremismo, exactamente as coisas de que fugiu no seu país. Com o tempo, acaba por ser aceite e até conhece o amor, mas com o fim do liceu começa a sentir-se sozinha e cheia de saudades de casa. Apesar de isso significar ter que pôr o véu e viver numa sociedade tirânica, Marjane decide regressar ao Irão para estar mais perto da sua família. Após um difícil período de ajustamento, entra para uma escola de artes e casa-se, embora continue a levantar a sua voz contra a hipocrisia a que assiste. Aos 24 anos, percebe que, apesar de ser profundamente iraniana, não pode continuar a viver no Irão. É então que toma a dilacerante decisão de trocar a sua terra natal pela França, cheia de optimismo em relação ao futuro, moldada indelevelmente pelo seu passado.  (cinema.ptgate)



segunda-feira, 27 de junho de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Na exibição de Crash de paul Haggis


Aspecto da sala 21 na exibição de Crash de Paul Haggis, filme apresentado por ALESSIA GIL, INÊS SANTOS, STÉPHANIE BONITO E TIAGO LINDEZA do 10º CT2 no âmbito da disciplina de Filosofia.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dia 25 de Maio - 15 h. Anfiteatro da ESF



Organização e dinamização de ALESSIA GIL, INÊS SANTOS, STÉPHANIE BONITO E TIAGO LINDEZA do 10º CT2 no âmbito da disciplina de Filosofia.